Atualmente, a PEC está sob análise da comissão especial da Câmara dos Deputados, onde a votação agendada para o dia anterior foi suspensa após um pedido de vistas do deputado federal Maurício Marcon. O presidente da comissão, Alencar Santana, confirmou que em breve haverá uma nova votação, com a expectativa de que o texto chegue ao plenário da Câmara ainda nesta semana, conforme anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Após o encontro, Paulo Skaf, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), comentou que Alcolumbre demonstrou uma postura receptiva e consciente da complexidade do tema, ressaltando a necessidade de um debate aprofundado e sério. A proposta atual busca uma gradual redução da carga horária de trabalho semanal para 40 horas, estabelecendo uma transição que prevê duas etapas, além de condições específicas para determinadas categorias.
Caso aprovada, a medida prevê que, a partir de 60 dias após a promulgação, a jornada de trabalho reduzida passaria de 44 para 42 horas. Um ano depois, uma nova redução levaria o total a 40 horas. Também está em discussão a possibilidade de uma futura jornada de 36 horas, a qual requereria sustentação através de subsídios do governo.
Essa PEC, caso alterada no Senado, ainda poderá ser modificada, mas as partes consensuais podem ser promulgadas imediatamente, enquanto os pontos divergentes seriam discutidos de volta na Câmara. A tramitação da proposta no Senado começará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que poderá gerar debates intensos sobre a adequação da jornada de trabalho no Brasil e suas implicações para o mercado e a força de trabalho.
