Garnero já teve sucesso em aproximar Lula de ex-presidentes americanos, como George W. Bush, em viagens que contaram com a presença do ex-ministro José Dirceu. Sua missão, na época, foi suavizar as tensões em relação à política econômica do Partido dos Trabalhadores.
Dono do grupo de negócios internacionais BrasilInvest, Garnero também intermediou um encontro entre Jair Bolsonaro e Trump, em 2020, no mesmo local onde está planejado o jantar entre Lula e Trump. Além disso, ele possui laços estabelecidos com outros ex-presidentes americanos, como Bill Clinton e Ronald Reagan.
O momento do encontro entre os presidentes brasileiro e americano é delicado, considerando as recentes declarações de Trump sobre possíveis taxações de produtos importados. Em um evento na Flórida, o líder americano citou o Brasil como um dos países que impõem muitas tarifas, provocando reações de Lula, que afirmou que o Brasil responderá na mesma moeda caso haja taxação de produtos brasileiros.
Além das questões econômicas, a deportação de brasileiros ilegais pelos Estados Unidos tem gerado controvérsias. Após relatos de maus-tratos, o governo brasileiro repudiou o tratamento dispensado aos deportados e busca negociar melhores condições para o retorno dos cidadãos brasileiros.
O novo encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Gabriel Escobar, chegou a pedir desculpas ao Itamaraty em meio à crise provocada pela situação dos brasileiros deportados em condições precárias. A atuação de Garnero como mediador nesse contexto diplomático será fundamental para suavizar as tensões entre os dois países e promover um diálogo construtivo entre os líderes.
