Empresário Apela à Religiosidade de Ministro do STF em Busca de Liberdade
Henrique Vorcaro, empresário detido há mais de um mês em uma penitenciária de Minas Gerais, dirigiu uma carta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, apelando à sua religiosidade para obter a liberdade. Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, insiste em sua inocência, declarando que não se envolve em atos ilícitos e que não faz parte de nenhuma organização criminosa.
No texto, o empresário se diz membro da Igreja Batista da Lagoinha e enfatiza sua ligação com “o Reino de Deus”, distanciando-se de qualquer associação negativa na qual possa ser encaixado. As alegações contra Vorcaro têm origem em uma investigação da Polícia Federal que revelou que ele teria continuado a financiar um grupo conhecido como “A Turma”, mesmo após a prisão de seu filho, o que teria justificado sua detenção.
Durante um julgamento, Mendonça referiu-se ao caso como apresentando “contornos de máfia”, uma acusação que pesa sobre o empresário. Além de se declarar inocente, Henrique expressou preocupações sobre sua saúde, mencionando episódios de pressão alta e medo pela própria vida dentro da prisão. Ele relata ter passado mal em sua cela, enfrentando sintomas preocupantes como dormência nos braços e dores intensas de cabeça. A precariedade das condições médicas disponíveis no presídio intensifica sua aflição.
Vorcaro também lembrou de seu conhecimento com Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, que faleceu após uma tentativa de suicídio na Superintendência da PF. O empresário afirma que recebeu propostas de investimento de Mourão e seu genro em negócios que não lhe interessaram. Após a morte de Sicário, ele relata ter recebido ameaças da irmã do falecido, a qual o teria cobrado por dívidas que sua família deixou.
Ao concluir sua missiva, Henrique faz um apelo emocional, solicitando a Mendonça que, guiado pelo Espírito Santo, possa revogar sua prisão. A Segunda Turma do STF já havia decidido em 16 de junho pela manutenção da detenção, com um placar de três votos a um. O empresário clama por justiça, esperando que sua situação seja revista em breve, dado o que considera um tratamento injusto em sua detenção. Ele almeja a liberdade e a restauração de sua dignidade.





