Gritzbach, que começou sua carreira como corretor de imóveis, teve passagem pela Porte Engenharia, uma das principais construtoras da zona leste de São Paulo. A empresa negou que o empresário tivesse cargo de diretoria ou poder decisório, rompendo qualquer relação após sua saída.
O falecido empresário investiu em negócios próprios ligados ao ramo imobiliário, chegando a ser sócio da SP Investimentos e Empreendimentos, que tinha um capital social de R$ 4 milhões. No entanto, suspeitas de lavagem de dinheiro surgiram, levando a investigações policiais que apontam movimentações financeiras na casa dos R$ 200 milhões.
A suspeita é de que Gritzbach tenha utilizado parte do dinheiro de forma irregular, adquirindo um luxuoso apartamento no valor de mais de R$ 10 milhões. Além disso, a aquisição de um helicóptero por uma empresa em que ele tinha sociedade também chamou a atenção das autoridades.
Em sua delação premiada, o empresário revelou detalhes sobre a lavagem de dinheiro para figuras como Anselmo Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Claudio Marcos de Almeida, o Django. O desentendimento entre Gritzbach e Cara Preta por questões financeiras culminou na tragédia no aeroporto de Guarulhos.
O momento da execução foi registrado por câmeras de segurança, mostrando os atiradores descendo de um carro preto e atirando no rosto do empresário. A brutalidade do crime chocou a população e levanta questionamentos sobre a segurança nos aeroportos brasileiros.
A morte de Gritzbach expõe as entranhas do crime organizado e da lavagem de dinheiro, revelando um cenário sombrio e perigoso. A polícia continua investigando o caso para tentar solucionar esse crime terrível e trazer justiça para a família do empresário assassinado.





