Empresário ligado a senador é indiciado por corrupção em licitações do Dnit; movimentações suspeitas somam R$ 3 milhões e favorecem empresas do grupo.

A mais recente investigação da Polícia Federal revela um complexo esquema de corrupção que envolve o empresário Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, e o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, Marcello Vieira Linhares. Os dois foram indiciados por crimes como associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa, suscitando preocupações sobre a aplicação de recursos públicos e a transparência nas licitações da autarquia.

Os indícios de irregularidades surgiram em torno da indicação de cargas estratégicas no Dnit, onde o empresário teria exercido sua influência política para favorecer empresas ligadas a ele em processos licitatórios. De acordo com o relatório da investigação, Chaves Pinto e suas empresas realizaram movimentações financeiras suspeitas que somaram cerca de R$ 3 milhões em saques em espécie, levantando sérias dúvidas sobre a legalidade dessas transações.

Em resposta às acusações, Davi Alcolumbre ressaltou não ter qualquer envolvimento com as atividades empresariais de seu suplente, afirmando que não interfere nas contratações do Dnit. O Dnit, por sua vez, manifestou disposição em colaborar com as investigações e repudiou firmemente qualquer ato de corrupção.

O documento que resultou no indiciamento foi encaminhado à 4ª Vara Federal em Macapá e aponta práticas de conluio em licitações, principalmente nos contratos relacionados à manutenção da BR-156, a principal rodovia do estado, com somas que ultrapassam R$ 60 milhões. Testemunhas e perícias destacaram indícios de propostas fictícias e um sistema de seleção de empresas previamente favorecidas.

Ainda mais preocupantes são os detalhes sobre o fluxo financeiro que liga Chaves Pinto a um posto de combustíveis no Amapá. A PF identificou transferências que totalizam R$ 1 milhão para o estabelecimento, cujos valores são considerados incompatíveis com um negócio de abastecimento regular. Além disso, o relatório evidencia transferências feitas para pessoas com vínculos no âmbito público.

Outro ponto intrigante da investigação inclui mensagens entre Linhares e representantes das empresas que indicam possíveis ações fraudulentas, como o compartilhamento de informações internas do Dnit sobre concorrentes antes da oficialização de qualquer decisão. Essa rede de ilegalidades vai de encontro aos princípios de moralidade e ética esperados na administração pública, acendendo o alerta para a necessidade de um rigoroso combate à corrupção nas esferas governamentais. As implicações éticas e legais deste caso prometem movimentar ainda mais o cenário político e administrativo na região.

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