Empresário é julgado por homicídio após agredir idoso com “voadora” em Santos; reconstituição do crime gera comoção pública intensa e protestos nas ruas.

O julgamento de Tiago Gomes de Souza, um empresário de 39 anos, acusado de causar a morte do aposentado César Fine Torresi, de 77 anos, ocorrerá nesta terça-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O caso se refere a um incidente trágico que aconteceu em Santos, onde Tiago desferiu um chute frontal conhecido como “voadora” contra o idoso, gerando grande repercussão e indignação pública.

A juíza Patrícia Álvares Cruz, da 4ª Vara do Júri, decidiu que Tiago permanecerá sob prisão preventiva, enfatizando a gravidade do ato praticado e a necessidade de resguardar a ordem pública, além de assegurar o cumprimento da lei penal. Ela negou pedidos da defesa para que Tiago fosse colocado em liberdade com medidas cautelares ou prisão domiciliar, argumentando que essas alternativas não seriam adequadas diante da violência do crime.

Durante o julgamento, que pode se estender por mais de um dia devido ao número elevado de testemunhas, sete jurados ouvirão não só os relatos da acusação e da defesa, mas também participarão dos debates entre o Ministério Público e os advogados do réu. Este caso não apenas levanta questões jurídicas, mas também suscita um debate mais amplo sobre a violência no trânsito e a responsabilidade individual em situações de conflito.

No dia do incidente, César e seu neto, de 11 anos, atravessavam a Rua Pirajá da Silva quando Tiago, em alta velocidade, quase os atinge. Ao tentar se apoiar no capô do carro para evitar a colisão, o aposentado foi surpreendido pela reação agressiva do empresário. A cena foi gravada por câmeras de segurança, mostrando o momento em que Tiago desce do veículo e ataca César com o chute, causando sua queda e subsequente trauma craniano.

Apesar dos esforços dos paramédicos e de um médico que estava passando pelo local, César não sobreviveu. A versão apresentada pelo empresário, de que agiu em um ataque de fúria diante de uma advertência de César, é contestada pelo Ministério Público, que classifica a ação como homicídio doloso qualificado. A gravidade da acusação reflete a indignação da sociedade e a necessidade de um julgamento justo e rigoroso, que leve em consideração não apenas a vida perdida, mas também a segurança de todos os cidadãos nas vias públicas.

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