Os golpistas exigiram a quantia de R$ 33 mil para “abafar” a suposta investigação, alegando que a acusação era relacionada a lavagem de dinheiro. Segundo o relato da vítima, ele foi instruído a encontrar uma mulher que se passou por agente federal em um local específico. Durante essa reunião, a falsa agente reforçou a gravidade das acusações e argumentou que, ao efetuar o pagamento, o empresário poderia se livrar de toda a situação.
No desespero, o empresário cedeu e transferiu R$ 18 mil, prometendo que pagaria o restante em outra oportunidade. Somente na segunda-feira (12 de janeiro), ao buscar a orientação de sua advogada, o empresário começou a perceber a armadilha na qual havia caído. Após discutir a situação, ele foi aconselhado a manter o contato com os golpistas e a marcar a entrega do valor restante para a quinta-feira (15 de janeiro).
Na data indicada, o empresário se dirigiu à 26ª Delegacia de Polícia, localizada em Samambaia Norte, onde fez a denúncia formal. Agentes da polícia acompanharam o empresário até o local do encontro com os golpistas, enquanto se posicionaram discretamente para monitorar a situação. Em um movimento rápido, a mulher foi presa em flagrante quando se preparava para receber o restante do dinheiro.
Durante o interrogatório, a mulher confessou não ser agente da Polícia Federal e admitiu ter enganado o empresário. A polícia revelou que, em suas declarações, ela indicou que o amigo do empresário também estava envolvido na trama, o que levou à sua prisão. Essa ação ilustra não apenas a astúcia dos golpistas, mas também a importância de verificar informações antes de tomar decisões precipitadas. O caso segue em investigação, enquanto as autoridades trabalham para desmantelar possíveis redes de extorsão na região.
