Empresário desaparecido há 90 dias: polícia investiga mortes em Interlagos e suspeita de envolvimento de seguranças do evento de motocicletas na zona sul de SP.

Três meses se passaram desde o desaparecimento do empresário Adalberto Amarílio dos Santos, ocorrido em 30 de maio, após uma tarde em um evento de motocicletas no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. Apesar dos esforços policiais, o caso permanece sem solução, trazendo angústia não apenas para familiares e amigos, mas também para a sociedade que acompanha o desenrolar da investigação.

O corpo de Adalberto foi encontrado em 3 de junho, enterrado em um buraco de 2 metros de profundidade, em uma área em construção adjacente ao kartódromo de Interlagos. A descoberta foi feita por um funcionário da obra que, inicialmente, acreditou se tratar de um boneco ao visualizar apenas o capacete da vítima. A polícia foi acionada e, desde então, um inquérito policial foi instaurado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso como homicídio.

Segundo as autoridades, até o momento não foram identificadas lesões aparentes no corpo, mas laudos preliminares apontaram que Adalberto pode ter sido asfixiado, o que indica a possibilidade de uma mortalidade violenta. Informações iniciais sugerem que o crime pode ter sido perpetrado durante um desentendimento com um segurança do evento, hipótese cada vez mais valorizada pela investigação. Autoridades relataram que cinco seguranças que trabalhavam no evento tornaram-se alvos de investigação, e dois deles, além de um representante da empresa de segurança contratada, prestaram depoimentos que não contribuíram para esclarecer a situação.

A falta de respostas concretas se mantém a 90 dias do ocorrido, gerando um clima de incerteza. Os investigadores ainda enfrentam dificuldades, como a necessidade de analisar celulares e computadores apreendidos, que possam conter pistas-chave. O caso agora corre sob o manto do segredo de Justiça, conforme as autoridades tentam desvendar uma trama que envolve não só a morte de Adalberto, mas também questões profundas de segurança e responsabilidade em eventos públicos.

As buscas por respostas continuam, e tanto familiares quanto amigos depositam suas esperanças nas investigações em andamento. A situação traz à tona debates sobre a segurança nos eventos e o papel das empresas responsáveis pela proteção do público presente. Com o peso do tempo, a pressão para que a verdade sobre o caso de Adalberto Amarílio dos Santos venha à tona só aumenta, destacando a urgência e a necessidade de justiça neste trágico episódio.

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