A trajetória de Zeng na criminalidade começou em 2020, quando foi detido com armas de grosso calibre e uma carga de 15 mil testes de COVID-19, que alegadamente teriam sido roubados do Aeroporto de Guarulhos. Em outubro do mesmo ano, foi condenado a nove anos de prisão pela posse dos testes sem origem comprovada.
Embora a Justiça não tenha conseguido provar o roubo dos testes, a presença dos mesmos em seu galpão foi suficiente para condená-lo por venda de produtos fraudulentos em meio à pandemia. Libertado posteriormente, Zheng voltou a ser alvo de investigações, desta vez por tráfico de drogas.
Durante a Operação Heisenberg, foi revelado que Zheng estava ligado ao traficante Pikang Dong, conhecido como “Rodízio”, que foi preso com 2 kg de metanfetamina em um apartamento no centro de São Paulo, utilizando um carro de propriedade do empresário. Mensagens entre os dois criminosos acabaram incriminando Zheng, que foi citado em diversas negociações ilícitas.
A investigação também descobriu que Zheng era figura frequente em conversas sobre envios de drogas, incluindo negociações com traficantes mexicanos. Durante a operação, foi revelado que entregas de metanfetamina eram realizadas em hotéis e motéis da cidade, para a prática conhecida como “sexo químico”, uma forma de estimular relações sexuais com o uso de drogas.
A prisão de Zheng e a desarticulação da quadrilha de traficantes foi considerada um grande sucesso para as autoridades policiais, que cumpriram 60 mandados de prisão e 101 de busca e apreensão, inspirando-se no apelido do personagem Walter White, da série Breaking Bad, que se tornou um temido traficante de metanfetamina no Novo México.
