Empresário de São Paulo é preso pela segunda vez em motel com prostituta e metanfetamina, alvo da Operação Heisenberg.

O empresário Zheng Xiao Yun, conhecido como Marcos Zheng, vem conquistando manchetes nos jornais não pelos seus feitos no mundo dos negócios, mas sim por seu envolvimento com o tráfico de drogas. Após ser preso pela segunda vez nos últimos quatro anos, durante a Operação Heisenberg, da Polícia Civil de São Paulo, Zheng foi encontrado em um motel na capital paulista, na companhia de uma prostituta e portando uma porção de metanfetamina.

A trajetória de Zeng na criminalidade começou em 2020, quando foi detido com armas de grosso calibre e uma carga de 15 mil testes de COVID-19, que alegadamente teriam sido roubados do Aeroporto de Guarulhos. Em outubro do mesmo ano, foi condenado a nove anos de prisão pela posse dos testes sem origem comprovada.

Embora a Justiça não tenha conseguido provar o roubo dos testes, a presença dos mesmos em seu galpão foi suficiente para condená-lo por venda de produtos fraudulentos em meio à pandemia. Libertado posteriormente, Zheng voltou a ser alvo de investigações, desta vez por tráfico de drogas.

Durante a Operação Heisenberg, foi revelado que Zheng estava ligado ao traficante Pikang Dong, conhecido como “Rodízio”, que foi preso com 2 kg de metanfetamina em um apartamento no centro de São Paulo, utilizando um carro de propriedade do empresário. Mensagens entre os dois criminosos acabaram incriminando Zheng, que foi citado em diversas negociações ilícitas.

A investigação também descobriu que Zheng era figura frequente em conversas sobre envios de drogas, incluindo negociações com traficantes mexicanos. Durante a operação, foi revelado que entregas de metanfetamina eram realizadas em hotéis e motéis da cidade, para a prática conhecida como “sexo químico”, uma forma de estimular relações sexuais com o uso de drogas.

A prisão de Zheng e a desarticulação da quadrilha de traficantes foi considerada um grande sucesso para as autoridades policiais, que cumpriram 60 mandados de prisão e 101 de busca e apreensão, inspirando-se no apelido do personagem Walter White, da série Breaking Bad, que se tornou um temido traficante de metanfetamina no Novo México.

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