Empresário de gráfica com dívidas de R$ 12 milhões à União é nomeado pela Prefeitura de São Paulo para cargo de secretário adjunto.

Na última segunda-feira, dia 6 de janeiro, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), causou polêmica ao nomear o empresário Vitor Cavalcanti de Arruda como secretário executivo adjunto da Secretaria das Subprefeituras. Vitor é o dono da Companygraf, uma gráfica localizada na zona sul de São Paulo que está devendo mais de R$ 12 milhões à União, sendo R$ 2,3 milhões em dívidas previdenciárias, R$ 9,6 milhões em tributos federais e R$ 436 mil em tributos estaduais.

A escolha de Vitor para o cargo na prefeitura gerou controvérsias, principalmente devido ao histórico da Companygraf. A empresa foi investigada por improbidade administrativa em um processo envolvendo o ex-vereador Antonio Goulart, que resultou em uma condenação que proibia a empresa de firmar contratos com o poder público. No entanto, com a mudança na Lei de Improbidade, a sentença foi anulada e Vitor acabou sendo nomeado para o cargo na prefeitura, recebendo um salário de R$ 27 mil.

A Companygraf também foi alvo de denúncias do Ministério Público de São Paulo em 2017, devido aos contratos firmados com o gabinete de Antonio Goulart. A esposa de Vitor, Valéria Ferreira de Arruda, que trabalhava como assessora do vereador na época, teve uma segunda gráfica, a Studio Companygraf, que também recebeu contratos da Prefeitura.

Diante dessas informações, a nomeação de Vitor Cavalcanti de Arruda levantou questionamentos sobre os critérios técnicos utilizados na escolha do secretário executivo adjunto. Tanto a Prefeitura de São Paulo quanto a defesa de Vitor afirmaram que a nomeação foi baseada em critérios técnicos, apesar das polêmicas envolvendo a empresa do empresário.

O advogado de Antonio Goulart também se pronunciou, destacando que a condenação por improbidade administrativa não gerou suspensão de direitos políticos e que o caso já transitou em julgado. A decisão do prefeito de nomear Vitor para o cargo na prefeitura continua gerando repercussão na política paulistana, com questionamentos sobre ética e transparência na gestão pública.

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