Entre janeiro e abril deste ano, o país contabilizou aproximadamente 9.477.709 admissões e 8.777.947 desligamentos, demonstrando um movimento dinâmico no cenário laboral. A análise revelou que os trabalhadores registrados no Cadastro Único representaram 36,5% das admissões, enquanto foram responsáveis por 32,4% dos desligamentos. Esse contraste resultou em um saldo positivo de 610.466 vagas, sugerindo que os beneficiários do Cadastro Único tendem a manter-se mais tempo em seus postos de trabalho, contribuindo assim para a diminuição da rotatividade nas empresas.
A faixa etária de 18 a 24 anos se destacou, com 272,8 mil jovens ocupando posições, o que corresponde a 44,7% do total de vagas preenchidas por adeptos do Cadastro Único. Além disso, no que se refere à distribuição de gêneros, as mulheres foram maioria, ocupando 53,5% dos empregos nesse grupo específico, uma proporção ligeiramente superior à média nacional que fica em 52,5%.
Essas informações surgem de um trabalho de cruzamento de dados feito pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Vale ressaltar que, entre os beneficiários do Bolsa Família, foram gerados 438.327 postos de trabalho, representando 62,6% do total de novas vagas no país, e 71,8% do saldo adicional proveniente do Cadastro Único.
O setor de serviços se destacou como o principal responsável pela geração de empregos, contabilizando um saldo de 452.010 novas vagas, seguido pela construção civil e pela indústria, que criaram 143.550 e 124.080 postos, respectivamente. Entre os beneficiários do Cadastro Único, o setor de serviços também predominou, com 323.790 novas contratações, demonstrando a importância desse segmento na absorção da mão de obra mais vulnerável.





