Os trabalhadores se mostraram surpresos com a postura adotada pela Eletronuclear, uma empresa estatal, especialmente em um governo do Partido dos Trabalhadores (PT) e sob a liderança do presidente Lula, que tem uma história marcada por lutas e resistência. Segundo a carta assinada por diversos sindicatos, os trabalhadores se sentem atacados em seus direitos e em sua dignidade.
Em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Lycurgo justificou os cortes, afirmando que a situação financeira da Eletronuclear demanda medidas de austeridade. Entre as medidas adotadas estão o corte de empregados e de benefícios, como o fim das moradias sem custos para 1.200 funcionários. Tais ações visam enxugar a empresa e atrair investidores para o projeto da usina nuclear de Angra 3, que tem um custo estimado em R$ 23 bilhões.
O conflito interno na Eletronuclear ocorre em um momento delicado, com as discussões sobre a viabilidade da construção de Angra 3 em pauta. Na última terça-feira, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a decisão, aumentando a instabilidade na empresa.
A Eletronuclear se pronunciou sobre a situação, informando que está passando por um processo de reequilíbrio financeiro para cumprir as determinações dos órgãos superiores de controle e atender às orientações dos acionistas, tudo em conformidade com o Plano de Ação de Medidas de Gestão Empresarial.
