Empregados da Eletronuclear denunciam presidente por cortes de gastos e retirada de direitos sem negociação: “práticas antidemocráticas”

Após o anúncio dos cortes de gastos realizados pelo presidente da Eletronuclear, Raul Lycurgo, os funcionários da empresa decidiram se manifestar enviando uma carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa carta, eles acusam Lycurgo de adotar práticas antidemocráticas e ilegais, ao retirar direitos adquiridos sem qualquer tipo de negociação com os sindicatos.

Os trabalhadores se mostraram surpresos com a postura adotada pela Eletronuclear, uma empresa estatal, especialmente em um governo do Partido dos Trabalhadores (PT) e sob a liderança do presidente Lula, que tem uma história marcada por lutas e resistência. Segundo a carta assinada por diversos sindicatos, os trabalhadores se sentem atacados em seus direitos e em sua dignidade.

Em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Lycurgo justificou os cortes, afirmando que a situação financeira da Eletronuclear demanda medidas de austeridade. Entre as medidas adotadas estão o corte de empregados e de benefícios, como o fim das moradias sem custos para 1.200 funcionários. Tais ações visam enxugar a empresa e atrair investidores para o projeto da usina nuclear de Angra 3, que tem um custo estimado em R$ 23 bilhões.

O conflito interno na Eletronuclear ocorre em um momento delicado, com as discussões sobre a viabilidade da construção de Angra 3 em pauta. Na última terça-feira, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a decisão, aumentando a instabilidade na empresa.

A Eletronuclear se pronunciou sobre a situação, informando que está passando por um processo de reequilíbrio financeiro para cumprir as determinações dos órgãos superiores de controle e atender às orientações dos acionistas, tudo em conformidade com o Plano de Ação de Medidas de Gestão Empresarial.

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