Na tarde desta sexta-feira, mais de 200 profissionais vinculados ao programa organizaram uma manifestação em frente ao Palácio Guanabara, a sede do governo do estado. Os manifestantes destacaram que estão sem receber os pagamentos referentes aos serviços prestados, o que acirrou os ânimos e mobilizou a classe.
A auditoria do governo indicou que alguns pagamentos realizados não teriam respaldo legal, além de apontar despesas que supostamente não estariam ligadas ao escopo do programa, totalizando cerca de R$ 2,92 milhões em remunerações adicionais e R$ 1,53 milhão em custos administrativos. Por sua vez, os profissionais do Empoderadas insistem que os valores pagos foram justificados pela atuação de servidores públicos, que desempenharam funções essenciais dentro da estrutura do programa. Eles ainda solicitaram que o governo esclareça quais pagamentos são considerados ilegais.
Outra questão levantada pelo Empoderadas diz respeito à discrepância no número de polos de atuação. As auditorias registraram a existência de 63 unidades, enquanto o site do programa informa apenas 58. Os representantes do programa justificaram a diferença afirmando que a plataforma não foi atualizada devido à perda de acesso em meio a mudanças nas secretarias responsáveis.
O Empoderadas argumenta que o Plano de Trabalho de 2025 passou por um processo de elaboração metódico e foi aprovado por diversas instâncias da Uerj, incluindo a Reitoria e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos antes da liberação dos recursos. A coordenação do programa também destacou a produção de relatórios de atividades realizadas, que, segundo eles, serão apresentados ao Ministério Público.
Além da exigência de pagamentos atrasados, que afetam mais de 200 profissionais, os manifestantes buscam esclarecimentos sobre a suspensão do programa e a consideração dos documentos gerados durante sua execução para as investigações em curso. Vale ressaltar que uma audiência pública que discutiria a situação do programa na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi adiada, com representantes do governo informando que não participariam até que as auditorias fossem concluídas.
O governo, por sua vez, comprometeu-se a enviar os resultados das auditorias ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal de Contas do Estado, com a intenção de aprofundar as investigações sobre o caso.
