O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, foi um dos principais palestrantes do evento. Em sua apresentação, ele relembrou a transformação significativa da agricultura brasileira desde a década de 1970, impulsionada pela criação da Embrapa. Segundo Werneck, o Brasil passou de um país que importava alimentos para se tornar um exportador com uma produção que hoje triplica a demanda interna. Ele destacou que, ao longo de quase cinco décadas, a produção de alimentos no país mais que quintuplicou, enquanto a área cultivada cresceu apenas 2,4 vezes, graças a um ganho de produtividade que atingiu quase três vezes.
O executivo enfatizou a necessidade de inovação e eficiência, especialmente em tempos de crise, para garantir a sustentabilidade da produção agrícola. Ele destacou que o Brasil desempenha um papel crucial no desafio global de alimentar uma população estimada em 9,3 bilhões de pessoas até 2050. O papel da Embrapa nesse cenário é fundamental, com suas pesquisas abrangendo desde frutas como abacates até gado zebu, além de seus laboratórios internacionais e um escritório na Etiópia.
Durante o evento, a Embrapa também apresentou novos lançamentos de cultivares, incluindo variedades de trigo e cebola que prometem ser mais produtivas e resistentes. Este ano, o estande da Embrapa está oferecendo uma vasta gama de tecnologias e produtos, visando atender as diversas necessidades dos produtores. Werneck destacou a importância de proporcionar aos agricultores opções que se adaptem às suas realidades.
Além de Jorge Werneck, outros palestrantes, como o presidente da COOPA-DF e o secretário-executivo de Relações Internacionais do DF, abordaram os desafios e oportunidades da agricultura brasileira, enfatizando a união entre pesquisa, desenvolvimento e produção. Os visitantes também tiveram a oportunidade de conhecer as inovações na vitrine da Embrapa, que foi um dos destaques do evento, refletindo a evolução e a potencialidade do agronegócio no Brasil.
O Dia Internacional da AgroBrasília 2026 se firmou como uma vitrine não apenas das tecnologias disponíveis, mas também como um espaço para fortalecer a colaboração internacional no setor agrícola.
