O deputado Lelo Maia, membro da Comissão da Criança e Adolescente da Assembleia e propositor do requerimento para a realização da sessão, destacou a importância do Legislativo em criar e defender leis e indicações em favor da primeira infância. Para Maia, essa defesa deve ser feita em conjunto com diferentes órgãos e entidades, incluindo o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Poder Judiciário e o Governo do Estado. Em sua atuação parlamentar, o deputado já propôs várias iniciativas. Entre elas, a instituição de funcionamento 24 horas para as delegacias de crimes contra crianças e adolescentes, a criação de uma segunda delegacia especializada na parte alta de Maceió e a formação de uma patrulha policial específica para a proteção desse grupo etário. Ele também mencionou uma parceria com o Ministério Público para modificar a lei de notificação de casos de gravidez em menores de 14 anos e bullying nas escolas públicas.
O juiz Ygor Figueirêdo, coordenador estadual da Infância e Juventude do Poder Judiciário, anunciou uma série de eventos para o mês de agosto, afirmando que o Judiciário está comprometido com a prioridade constitucional dada às crianças e adolescentes desde 1988. Entre as ações do Tribunal de Justiça voltadas para a primeira infância estão a priorização de processos judiciais, capacitação constante dos servidores, e projetos como Anjo da Guarda e O Tempo Não Para, destinados a facilitar a convivência familiar e comunitária das crianças, além do projeto Mãe Consciente, que apoia a entrega voluntária de crianças para adoção.
Carolina Leite, titular da Secretaria de Estado da Primeira Infância (Secria), enfatizou a importância de ouvir a população para elaborar projetos que realmente atendam às suas necessidades. A secretária destacou que o diálogo com a sociedade civil é fundamental para identificar as demandas e seus desafios, permitindo assim a criação de programas estratégicos mais eficazes.
Juliana Vegetti, representante do UNICEF, elogiou a Assembleia Legislativa pela oportunidade de debater o tema. Em sua palestra, ela destacou o trabalho do UNICEF em 190 países para garantir os direitos das crianças, destacando o Selo UNICEF, uma iniciativa relevante aplicada em mais de dois mil municípios brasileiros. Em Alagoas, 81 municípios participaram do ciclo 2001-2024. Vegetti frisou que o desafio é tornar a primeira infância efetiva e eficaz, integrando políticas de Saúde, Educação, Meio Ambiente e Cultura.
Além dos citados, a mesa de honra do evento também contou com a presença de Cláudio Soriano, presidente da Rede Estadual da Primeira Infância de Alagoas; Gustavo Arns, promotor de justiça; Ana Carolina, professora doutora da Ufal; a delegada Ana Luiza Nogueira; Mariana Sampaio, presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da OAB/AL; Valdomiro Pontes, coordenador estadual da Pastoral da Criança e Lidiane Ferraz, titular da Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência (SECDEF). O debate ressaltou a necessidade de uma ação conjunta e coordenada para implementar políticas públicas que realmente atendam às necessidades da primeira infância, garantindo um futuro mais promissor para as crianças alagoanas.







