Musk, junto de outros executivos da empresa, enfatizou a importância de investimentos substanciais em iniciativas que visam o fortalecimento da infraestrutura de inteligência artificial (IA). Ele projeta que a empresa poderá gerar, no mínimo, US$ 100 bilhões em receita até o fim deste ano, afirmando que essa quantia seria alcançada mesmo sem grandes inovações ou mudanças estratégicas significativas, embora ele acredita que esse número pode ser superado.
Outro ponto saliente da apresentação foi a expectativa de que a Starlink, a principal fonte de receita da SpaceX, venha a prover a maior parte do acesso à internet no planeta. Musk foi enfático ao afirmar que esse objetivo não está longe: “Não é algo para um futuro infinito. É menos de 10 anos”, declarou, reafirmando o potencial transformador da tecnologia da empresa.
Entretanto, a reação do mercado foi mista. As ações da SpaceX sofreram uma queda de 7% no pós-mercado em Nova York, refletindo a preocupação dos investidores em relação às informações divulgadas. Um aspecto que repercutiu bastante foi a decisão de Musk de interromper a compra de chips da Advanced Micro Devices (AMD), privilegiando em vez disso a Nvidia. Essa mudança foi um duro golpe para a AMD, que viu suas ações despencarem mais de 8% mesmo após relatar vendas trimestrais recordes.
Para justificar essa nova estratégia, Musk mencionou a superioridade da arquitetura Blackwell da Nvidia, que, segundo ele, será fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura de computação necessária para a inteligência artificial. O panorama está se tornando cada vez mais competitivo, com a SpaceX buscando posicionar-se na vanguarda não apenas em exploração espacial, mas também na era digital.





