Dedovic-Handanovic ressaltou que as mudanças necessárias para mitigar os impactos dessa crise não podem ser implementadas imediatamente. Com a alta nos custos da eletricidade e do gás, a Europa tem enfrentado um desafio significativo em manter seu crescimento econômico. Apesar desse cenário adverso, a Sérvia se destacou ao manter a confiabilidade do seu fornecimento energético e iniciar um processo de diversificação em suas fontes e rotas de abastecimento, buscando maior resiliência no futuro.
A ministra também abordou os esforços da Sérvia para atrair investimentos em energias renováveis, como turbinas eólicas e usinas solares, em resposta às exigências da transição energética. Ela enfatizou a importância de matérias-primas minerais críticas para essa transição, informando que a região de Jadar, localizada no oeste da Sérvia, detém as maiores reservas confirmadas de lítio da Europa. Com 158 milhões de toneladas de lítio e um potencial de produção anual entre 56 mil e 57 mil toneladas de carbonato, Jadar coloca a Sérvia em uma posição privilegiada no mercado de energia renovável.
Entretanto, a situação em Jadar se complicou em novembro de 2025, quando a mineradora anglo-australiana Rio Tinto anunciou o congelamento de seu projeto de extração de lítio na região. Essa decisão desencadeou protestos em massa e preocupações entre ambientalistas, embora a empresa tenha garantido que continuará a cumprir suas obrigações com as autoridades locais e seus funcionários.
Com a pressão para diversificar suas fontes de energia e enfrentar os desafios impostos pela instabilidade geopolítica, a Sérvia se posiciona como um ponto de referência nas discussões sobre a matriz energética na Europa, estabelecendo um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.







