No primeiro turno, Fujimori alcançou 17,18% dos votos, enquanto Sánchez garantiu 12,03%. A diferença entre Sánchez e Rafael López Aliaga, candidato de extrema direita, foi mínima: apenas 21.210 votos, já que López Aliaga recebeu 11,9% dos votos totais. Essa margem estreita revela a polarização do eleitorado peruano e a dificuldade em se estabelecer consenso entre as diferentes correntes políticas.
Os resultados do primeiro turno foram fortemente influenciados pelas preferências das regiões andinas e rurais do sul do Peru, que tradicionalmente apoiam candidatos de esquerda. Essa dinâmica geográfica e política mostra como o país se encontra dividido, com a votação se espalhando de maneira desigual entre as diversas regiões.
Esses últimos acontecimentos são um reflexo da fragmentação do cenário político no Peru, onde os cinco candidatos mais votados juntos obtiveram pouco mais de 61% dos votos válidos. Ao mesmo tempo, os votos em branco e nulos somaram mais de 16%, evidenciando a insatisfação de uma parte significativa da população com as opções disponíveis.
Para Keiko Fujimori, essa será a quarta vez que ela participa de um segundo turno consecutivo em sua trajetória política. Após derrotas nas eleições de 2011, 2016 e 2021, Fujimori enfrenta mais uma vez o desafio de conquistar a presidência, contando com o legado de seu pai, Alberto Fujimori, ex-presidente e figura controversa na política peruana.
O anúncio oficial dos resultados do primeiro turno está programado para ocorrer no próximo sábado, dia 16, e deverá fornecer maior clareza sobre o panorama eleitoral que, a cada ciclo, se mostra mais turbulento e disputado.





