A atual administração de Pashinyan tem como ponto central de sua campanha a proposta de um tratado de paz com o Azerbaijão, que implica em potenciais mudanças constitucionais para desconsiderar reivindicações territoriais históricas. O governo argumenta que essa abordagem é essencial para garantir a estabilidade e promover uma integração gradual e consciente com a Europa, sem, no entanto, precipitar um pedido formal de adesão à União Europeia.
Contrapõe-se a essa visão a postura da oposição, que defende um fortalecimento das relações com a Rússia e a União Econômica Eurasiática (UEE). Os opositores criticam o rumo da aproximação europeia, temendo que isso possa resultar na deterioração das relações com Moscou, que historicamente tem sido um aliado fundamental da Armênia e um importante parceiro econômico.
A participação no pleito é significativa, com aproximadamente 2,48 milhões de eleitores registrados em um país sem litoral que abriga cerca de 3 milhões de habitantes. Este momento representa não apenas uma escolha política, mas também um reflexo das aspirações e ansiedades de uma nação que busca definir sua identidade e seu futuro em um contexto geopolítico complexo. As eleições parlamentares, portanto, são mais do que uma mera disputa por assentos; elas são um campo de batalha ideológico que poderá moldar os rumos da Armênia nos próximos anos.





