Segundo o laudo, a causa da morte de Leôncio foi uma série de agressões violentas que resultaram em múltiplas fraturas em seu corpo. A natureza das lesões sugere que o animal foi severamente ferido enquanto ainda estava vivo, o que leva a um cenário de sofrimento extremo. O especialista destacou que o padrão das lesões observadas não corresponderia a um acidente típico envolvendo embarcações, uma possibilidade considerada, mas que não se sustenta à luz da análise. Normalmente, uma colisão desse tipo causaria cortes sequenciais, algo que não foi encontrado em Leôncio.
Ainda conforme as informações divulgadas, o laudo revela ferimentos profundos em áreas críticas do corpo do elefante-marinho, como as costelas, o fêmur e a bacia. Esses sinais indicam que o animal pode ter sido atacado enquanto tentava se afastar de sua agressão, o que levanta sérias preocupações sobre as ameaças que a vida marinha enfrenta, especialmente em um ecossistema tão vulnerável.
As evidências coletadas resultaram em uma investigação formal que está sendo conduzida para determinar as circunstâncias exatas que cercam essa tragédia. As autoridades classificam o caso como um crime ambiental, refletindo a crescente necessidade de proteção e respeito à vida selvagem nos mares brasileiros. A situação de Leôncio não é um caso isolado, mas representa um alerta sobre o impacto da ação humana sobre as espécies marinhas, destacando a urgência de uma reflexão profunda sobre práticas que busquem a conservação e a proteção dos oceanos. A investigação continua em andamento, na esperança de que os responsáveis por essa atrocidade sejam identificados e responsabilizados.
