Leôncio, que se tornou uma atração em praias alagoanas, estava em um processo natural de troca de pelagem, o que é comum entre esses animais e pode durar entre uma e quatro semanas. O biólogo relatou que o animal foi monitorado diariamente, encontrando-se em um comportamento típico durante esse período de mudança. Entretanto, a última aparição de Leôncio foi registrada em 27 de setembro, e desde então, seu paradeiro despertou preocupação.
Stefanis comentou que as agressões sofridas pelo animal foram brutalmente intensas, culminando em cortes e mutilações sérias nos ossos — ferimentos que, segundo a análise, ocorreram enquanto ele ainda estava vivo. Ele explicou que o elefante-marinho costumava ficar em repouso fora da água, o que poderia ter atraído a atenção de agressores. Ele frisou a importância de não interferir no processo natural em que o animal se encontrava, salvo se houvesse sinais claros de necessidade de intervenção.
Após a análise, as autoridades responsáveis estão monitorando a área onde o elefante foi encontrado, e o resultado da necrópsia será apresentado ao Ministério Público de Alagoas. O objetivo é que qualquer envolvimento nesse caso seja investigado e que as ações dos responsáveis sejam devidamente tratadas dentro da legislação vigente.
A situação de Leôncio reflete não apenas a fragilidade do ecossistema marinho, mas também a necessidade urgente de proteger as espécies ameaçadas e promover uma conscientização ambiental mais robusta. O caso despertou uma onda de solidariedade entre os cidadãos, que clamam por justiça e ações efetivas para evitar que episódios como esse se repitam.





