O ministro de Estado da Informação do Egito, Diaa Rashwan, criticou a reportagem que, segundo ele, se baseava em informações provenientes de fontes egípcias anônimas, algo que o governo não considera confiável. Rashwan ressaltou que as instituições oficiais do país são as únicas autorizadas a divulgar informações sobre o caso, e convocou a imprensa a ser cautelosa na divulgação de notícias que não estão confirmadas. Embora reafirme a seriedade com que o governo está tratando a situação, o ministro deixou claro que não haverá conclusões até que as investigações sejam concluídas.
O ataque provocou um incêndio que foi rapidamente controlado, sem deixar feridos, mas causou também uma explosão no navio-tanque Gaslog Salem. A importância do porto de Damietta não pode ser subestimada, já que é um dos principais terminais de gás no Egito, essencial para as exportações da região. Desde o episódio, nenhuma organização se manifestou como responsável pela ação, que marca a primeira ocorrência desse tipo no Egito desde o aumento das tensões entre Irã e Israel.
Em resposta às acusações, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, negou qualquer envolvimento de Teerã no ataque e enfatizou que o Egito deve ser tratado como um aliado valioso. Ele também alertou contra possíveis “artimanhas israelenses”, sugerindo que podem existir intenções malignas por trás das acusações que visam desestabilizar a situação na região. Este cenário complexo não apenas reflete a tensão entre as potências do Oriente Médio, mas também levanta questões sobre a segurança das rotas energéticas em um momento crítico de reconfiguração geopolítica.
