A nova usina, construída pela empresa de origem dos Emirados Árabes Unidos, AMEA Power, em um período de 18 meses, possui uma capacidade de 500 megawatts. Com essa estrutura, espera-se a geração de 1.500 gigawatts-hora de energia limpa por ano, um volume que pode atender as necessidades energéticas de aproximadamente 300 mil residências, além de contribuir para a redução de cerca de 782.300 toneladas de emissões de dióxido de carbono, uma preocupação crescente no contexto das mudanças climáticas.
O primeiro-ministro egípcio, Mostafa Madbouly, enfatizou a relevância deste projeto dentro da estratégia nacional do Egito, que busca aumentar a participação das energias renováveis em sua matriz energética, com a meta de alcançar 42% até 2030, frente aos atuais 11,5%. Essa mudança é essencial para enfrentar os desafios climáticos e energéticos que o país enfrenta, além de contribuir para um futuro mais sustentável.
A escolha de Aswan como local da usina não é aleatória, uma vez que a região é reconhecida por sua alta irradiância solar, potencializando a eficiência da geração solar. A nova usina se junta ao Parque Solar Benban, uma das maiores instalações solares da África e do Oriente Médio, reforçando o compromisso do Egito com a energia renovável.
Além da usina solar, o governo egípcio firmou um acordo com a AMEA Power para o desenvolvimento de um novo projeto de energia eólica, estimado em US$ 600 milhões e com capacidade semelhante de 500 megawatts em Ras Shukeir. Com essas iniciativas, o Egito não apenas busca garantir um fornecimento de energia mais estável e sustentável, mas também se posiciona como um player importante na transição energética da região do Oriente Médio e África.
