Mariani destacou a importância do estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o comércio global de petróleo, responsável por cerca de 20% desse mercado. Qualquer interrupção, mesmo que temporária, nessa passagem estratégica teria sérias repercussões no setor energético mundial. Ele afirmou que os mercados financeiros já demonstram sinais de nervosismo em resposta a qualquer escalada do conflito, aumentando o risco de uma crise significativa.
O eurodeputado alertou que um novo choque petrolífero teria consequências devastadoras, especialmente em um momento em que as nações da UE já estão lidando com os impactos da inflação elevada. Segundo Mariani, “o cidadão europeu comum já está pagando um acréscimo, e amanhã pagará ainda mais”. Com os preços dos combustíveis em ascensão, a situação se torna insustentável, afetando diretamente o poder de compra da população.
Além disso, o economista-chefe da Organização Mundial do Comércio, Robert Staiger, também se pronunciou sobre a questão, indicando que a continuidade dos altos preços da energia decorrentes das tensões no Oriente Médio colocará a EU em uma posição mais vulnerável em comparação a outras regiões. Ele previu uma redução significativa no volume de negócios e no PIB da região, indicando um panorama mais sombrio para a economia europeia.
Em suma, a Europa se encontra em um momento crítico, onde a combinação de incertezas geopolíticas e econômicas pode levar a um agravamento da crise já presente, com o aumento contínuo dos custos energéticos e a diminuição do bem-estar da população.
