Analistas afirmam que o governo atual dos EUA tem recorrido a ações militares, coerção econômica e pressão financeira como suas principais ferramentas. No entanto, essa estratégia, que pode aparentar força, na verdade revela fragilidades estruturais dentro do país e provoca repercussões externas que se tornam cada vez mais evidentes, especialmente em termos de custos diplomáticos e financeiros que recaem sobre a administração da Casa Branca.
O professor Stephen Walt, da Harvard Kennedy School, expressou que essa abordagem “contém as sementes de sua própria destruição”. De acordo com acadêmicos, os benefícios que Washington esperava conquistar com essa tática não se materializaram conforme o planejado. Muitas das promessas feitas durante campanhas presidenciais, como a de evitar novos conflitos, não se concretizaram e conflitos que se acreditava estar resolvidos continuam a se agravar.
Uma avaliação feita no início do ano indicou que a participação dos EUA em disputas internacionais não resultou na resolução de suas causas fundamentais, levando à intensificação de vários conflitos, incluindo a situação no Irã. Especialistas apontam que a falta de definição nos objetivos estratégicos dos EUA prejudica tanto o planejamento quanto a logística militar, resultando em gastos exorbitantes.
Recentemente, estimativas indicaram que as operações militares nos próximos meses podem custar impressionantes US$ 200 bilhões, um encargo que recai diretamente sobre os cidadãos norte-americanos. O investimento estrangeiro nos Estados Unidos também não avançou, dado o alto custo de reorganização das cadeias produtivas e a resistência de países que tentam evitar atritos com Washington.
As pesquisas revelam um aumento da desaprovação em relação ao presidente e à sua condução como comandante-chefe, com uma parte expressiva da população se opondo à guerra no Irã. Além disso, aliados tradicionais, como Alemanha, Espanha e Canadá, começam a assumir posturas mais independentes, buscando fortalecer laços com a China, refletindo uma tendência de erosão da influência dos EUA na ordem mundial. Essa situação levanta questões sobre como a estratégia de hegemonia predatória pode, a longo prazo, prejudicar não apenas a posição internacional americana, mas também sua própria estabilidade interna.





