As negociações culminaram em um compromisso da Universidade de equiparar os recursos destinados às gratificações para ambas as categorias de servidores. Contudo, o pagamento desses benefícios ainda depende da apresentação de uma proposta detalhada aos órgãos técnicos da USP, que não definiu uma data para o início efetivo dos pagamentos.
Outro ponto positivo que emergiu das negociações foi o compromisso da reitoria em formalizar o abono das horas não trabalhadas durante os períodos de feriados e recessos. Além disso, as discussões também avançaram em relação aos trabalhadores terceirizados, com a promessa de buscar soluções que garantam condições de deslocamento similares às oferecidas aos servidores efetivos, incluindo a gratuidade do transporte dentro do campus.
Por outro lado, o cenário não é tão pacífico entre os estudantes da USP, que mantêm sua paralisação desde 16 de abril. Os alunos protestam contra cortes nos programas de bolsas, a ausência de vagas em moradias estudantis e problemas relacionados ao abastecimento de água na instituição. Após uma reunião com a reitoria, ficou agendada uma mesa de negociação para a próxima terça-feira (28).
Em uma tentativa de atender às demandas dos estudantes, a USP revogou uma portaria que restringia o uso de espaços cedidos pela instituição aos centros acadêmicos, que proibia atividades como comércio ou sublocação. Essa mudança foi vista como uma resposta direta às reivindicações e um fator que contribuiu para a mobilização estudantil nas últimas semanas. A expectativa é que as próximas negociações possam trazer avanços significativos para ambos os grupos, servidores e estudantes, dentro do ambiente universitário.
