O Ministério da Educação, em uma coletiva de imprensa realizada em 19 de junho, revelou que a avaliação foi baseada na inscrição de 89.024 estudantes de medicina, dos quais 39.258 eram concluintes. Dos formandos, mais de 28 mil eram de instituições privadas, enquanto pouco mais de 9 mil pertenciam a universidades públicas, incluindo federal, estadual e municipal. Destaca-se que os alunos de instituições federais foram os que obtiveram melhor desempenho, com uma média de 83,1% de proficiência.
Entretanto, a situação se inverte nos cursos de medicina oferecidos por redes municipais e por instituições privadas com fins lucrativos. Os alunos dessas categorias apresentaram médias preocupantes, como os 944 estudantes da rede municipal, que tiveram uma baixa média de 49,7%, sendo considerados insuficientes, e os 15.409 alunos da rede privada lucrativa, com uma média de apenas 57,2%.
Diante desses resultados, o ministro da Educação, Camilo Santana, expressou a preocupação em melhorar a qualidade da formação médica. Ele anunciou que instituições que não atingirem um desempenho de 60% empreenderão um Processo Administrativo de Supervisão, o que poderá resultar em sanções como a suspensão do aumento de vagas e até a proibição de novas matrículas.
Essas medidas visam garantir um padrão de qualidade nas formações, especialmente nas instituições com resultados menos favoráveis. Os 99 cursos que ficaram nas faixas insatisfatórias têm um prazo de 30 dias para apresentar uma defesa antes da imposição das sanções, que serão validas até a próxima edição do Enamed, marcada para outubro de 2026.
O Enamed, instituído em abril de 2025, é uma adaptação do Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes (Enade) e é obrigatório para os concluintes do curso de medicina, com o intuito de aferir a qualidade da formação médica no país e influenciar a entrada em programas de residência médica.
