EDUCAÇÃO – Professores negros podem se inscrever para intercâmbio em Panamá; prazo termina neste domingo e visa promover igualdade racial na educação brasileira.

Os educadores da educação básica que se identificam como negros, pardos ou quilombolas têm até domingo, 8 de outubro, às 17h, no horário de Brasília, para se inscrever no Programa Caminhos Amefricanos: Intercâmbios Sul-Sul, edição Panamá. Essa iniciativa, promovida pelo Ministério da Igualdade Racial em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, visa ampliar as oportunidades para profissionais da educação e fomentar debates sobre igualdade racial e combate ao racismo no Brasil.

O programa proporciona intercâmbios de curta duração em países africanos e da América Latina, permitindo que os docentes experienciem novas realidades e compartilhem conhecimentos. O diferencial desta edição é que, ao todo, 50 professores terão a chance de participar desse intercâmbio, que está programado para ocorrer em maio de 2026 na Universidad de Panamá, na cidade do Panamá.

Para participar, os candidatos devem ser docentes efetivos em instituições públicas de ensino há pelo menos um ano, ter concluído um curso de licenciatura reconhecido e ter disponibilidade para participar ativamente das atividades do intercâmbio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma da Capes, onde também é necessário preencher um formulário de inscrição e enviar a documentação exigida conforme as diretrizes do edital.

Além disso, os professores precisam desenvolver atividades educativas que promovam a educação nas relações étnico-raciais e a história e cultura afro-brasileira e africana em sua prática pedagógica. Na prática, o intercâmbio visa proporcionar não apenas a troca de experiências educacionais, mas também a participação em um evento científico, além de visitas a escolas, museus e locais históricos, que enriquecerão ainda mais o aprendizado dos participantes.

O financiamento do intercâmbio será custeado pelo Ministério da Igualdade Racial, que cobrirá até 15 diárias, passagens aéreas, seguro saúde e custos com o passaporte dos docentes selecionados. O resultado final, com os nomes dos aprovados, será divulgado até 30 de abril, com outras edições do programa, voltadas a estudantes de licenciatura em Angola e México, com prazos diferentes de inscrição até o final de fevereiro. Essa é uma oportunidade significativa para fortalecer a formação e o engajamento de educadores na promoção da diversidade e na luta por igualdade racial no Brasil.

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