Os profissionais da educação municipal da capital fluminense se reunirão em assembleia às 14h na Cinelândia, onde expressarão suas insatisfações por meio de um ato público. Segundo os docentes, é necessário um reajuste de 24,07% nas remunerações, uma cifra que resulta de um estudo minucioso realizado entre o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
As reivindicações vão além do aumento salarial. Entre os pontos destacados pelos educadores, destacam-se a necessidade de acabar com a minutagem, que se refere ao trabalho adicional sem o devido pagamento; a quitação do Acordo de Resultados de 2024, que inclui um 14º salário; a aplicação do piso nacional no salário inicial das Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs); e o descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia. Além disso, solicitam um ajuste no Vale Refeição e a eliminação da prioridade concedida a profissionais terceirizados nas remoções na rede municipal.
No âmbito estadual, os profissionais também têm agendas de mobilização. Às 10h, será realizada uma assembleia no Clube de Engenharia, no Centro do Rio de Janeiro. A programação inclui um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado. No que diz respeito aos educadores da rede estadual, os cálculos indicam que o reajuste necessário para compensar as perdas teria que ser próximo de 56%.
Além do aumento salarial, os professores estaduais exigem o cumprimento do acordo de recomposição estabelecido entre a Alerj e o governo em 2021, que previu uma reposição de 26,5% das perdas acumuladas entre 2017 e 2021, a qual ainda não foi totalmente paga. Por fim, a implementação do Piso Nacional do Magistério é outra demanda fundamental da categoria, que busca não apenas garantir melhores condições de trabalho, mas também o reconhecimento do valor de sua atuação no sistema educacional.






