EDUCAÇÃO – Professores de SP realizam paralisação por reajuste salarial e demandas educacionais nesta quinta e sexta-feira, com assembleia marcada para a Avenida Paulista.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) anunciou uma paralisação que ocorrerá nesta quinta e sexta-feira, nos dias 9 e 10 de abril. A mobilização da categoria, composta por milhares de educadores, tem como objetivo central reivindicar melhorias salariais e condições de trabalho dignas. Um dos principais pontos de cura da pauta é a aplicação correta do piso nacional, que deve servir como base para a carreira docente, além de exigir valorização profissional mais significativa.

Os educadores também se manifestam contra políticas educacionais atuais e propõem a revogação do Projeto de Lei 1316, que aborda a Reforma Administrativa da Educação, e pedem a revisão da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade. Outras demandas incluem a abertura de turmas para o ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno e a inclusão de Educação Especial que atenda adequadamente alunos com deficiência e necessidades específicas.

Roberto Guido, presidente interino da Apeoesp, explicou que a paralisação é uma continuação das deliberações feitas em assembleia anterior, realizada no dia 6 do mês em curso. Ele destaca a urgência em implementar as reivindicações, que incluem a devolução do que foi confiscado dos aposentados e a retirada do PL 1316, que, segundo ele, representa um ataque à educação. Guido ainda ressalta que as avaliações propostas no projeto podem resultar na punição dos professores, com a possibilidade de remoções compulsórias.

Outro tema que emerge nas discussões da paralisação é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que defende a equiparação salarial dos docentes da educação básica com outros profissionais de nível superior. O movimento também se opõe à chamada “plataformização do ensino”, que envolve a crescente adoção de modelos de aprendizagem centrados em plataformas digitais de empresas privadas, uma tendência que, segundo os educadores, pode comprometer a qualidade do ensino.

No final do segundo dia de paralisação, uma assembleia será realizada no Vão Livre do MASP, localizado na Avenida Paulista, às 16h, onde os professores definirão os próximos passos da movimentação. Essa mobilização destaca a incessante luta da categoria por uma educação pública de qualidade e condições de trabalho justas.

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