A decisão pela greve foi tomada em uma reunião que contou com a participação de 34 seções sindicais do setor, resultando em 22 votos favoráveis ao movimento, sete contrários e cinco abstenções. Os docentes reivindicam um reajuste de 22,71%, a ser dividido em três parcelas a serem pagas nos anos de 2024, 2025 e 2026. Além disso, estão em discussão a revogação de portarias que afetam a carga horária e a frequência dos professores, bem como a revogação do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum para a Formação de Professores.
O Comando Nacional de Greve (CNG) será instalado ainda hoje (15) em Brasília, seguido por uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados para discutir as mobilizações nas universidades e institutos federais. Na sequência, está prevista a Jornada de Luta “0% de reajuste não dá!”, convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) de 16 a 18 de abril, com atividades locais marcadas entre 22 a 26 de abril.
O Ministério da Gestão, em nota, informou que, além de formalizar a proposta apresentada, comprometeu-se a abrir todas as mesas de negociação específicas solicitadas até julho, visando acordos positivos aos servidores. O órgão ressaltou a existência de mesas de reajustes em andamento e um grupo de trabalho para reestruturar o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. Finalizando, o Ministério afirmou estar aberto ao diálogo, mas não comentou processos de negociação em andamento.







