O governo propôs aos professores um reajuste salarial em duas parcelas, a partir do ano que vem. O primeiro aumento, de 9%, será concedido a partir de janeiro de 2025, seguido por um segundo reajuste de 3,5% em abril de 2026. Além disso, foi acordada uma reestruturação de carreira, com aumento nas progressões e a garantia de progressão e promoção em até seis meses após o cumprimento dos requisitos.
Outros pontos da proposta incluem a uniformização no controle de ponto para professores do magistério superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), além da criação de grupos de trabalho para discutir reenquadramentos de professores aposentados e outros temas.
A decisão de encerrar a greve na UnB faz parte de um movimento coordenado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), envolvendo outras instituições de ensino superior pelo país. Este movimento também visa reivindicar melhorias salariais e condições de trabalho para os profissionais da educação.
Enquanto os professores retomam suas atividades, os servidores técnico-administrativos da UnB decidiram manter a greve, em busca de melhorias em suas condições de trabalho e remuneração. O Ministério da Educação se comprometeu a revogar uma portaria que elevou a carga horária mínima semanal dos docentes, após o término da greve.
Além disso, o presidente anunciou investimentos em infraestrutura para universidades federais, hospitais universitários e a criação de novos campi em todo o país, totalizando R$ 5,5 bilhões do novo PAC. O MEC também destinou mais recursos para custeio de despesas das instituições de ensino superior, visando melhorar a qualidade do ensino e da pesquisa nas universidades e institutos federais.







