Em nota oficial, a administração municipal justificou o ato afirmando que os livros estavam em condições inadequadas, com evidências de mofo e contaminação por fungos. Essa medida, segundo a prefeitura, foi tomada para evitar a propagação de problemas a outras obras da biblioteca. Vale ressaltar que a Biblioteca Pública Monteiro Lobato está fechada para reformas desde 2020, o que levanta preocupações sobre a manutenção do acervo durante esse período.
Esse episódio gerou críticas de diversos segmentos. O quadrinista Cadu Simões, residente da cidade, expressou sua insatisfação em uma rede social, destacando a importância da biblioteca no contexto educacional e cultural local. Simões relatou que já havia doado parte de sua coleção de quadrinhos à biblioteca e lamentou que esses materiais possam ter sido descartados. Ele questionou a necessidade do descarte, ressaltando que muitos livros, mesmo em condições ruins, poderiam ser restaurados com os cuidados adequados.
A ex-vereadora Juliana Gomes Curvelo também se manifestou contrária à decisão, destacando que a biblioteca servia como um importante espaço para estudantes de escolas públicas, oferecendo acesso a livros e oportunidades de aprendizado. Em suas palavras, a ação simboliza um retrocesso significativo, ao invés de uma promoção de acesso à cultura e à educação.
Em defesa de sua estratégia, a prefeitura anunciou que o acervo da biblioteca está sendo supervisionado por profissionais bibliotecários e assegurou que os títulos descartados serão repostos quando novos exemplares forem adquiridos. Entretanto, a administração não forneceu uma data precisa para a reabertura da biblioteca, deixando a população Osasquense na expectativa de um retorno à normalidade e ao acesso à literatura. O futuro da Biblioteca Pública Monteiro Lobato agora está marcado por incertezas, refletindo as tensões entre administração pública, cultura e comunidade.
