A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 422/2026, que também estabelece a integração do exame ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), incentivando assim a participação dos estudantes. Essa estratégia visa não apenas facilitar o processo de inscrição, mas também fortalecer a relevância do Enem no panorama educacional nacional.
Conforme a nova regra, a inscrição automática será realizada com base nas informações enviadas pelas redes de ensino. Com isso, os alunos do 3º ano não precisarão se preocupar em realizar a inscrição manualmente; eles apenas precisarão confirmar sua participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que desejam realizar. Além disso, aqueles que solicitarem adaptações para garantir acessibilidade estarão cobertos por essa nova sistemática.
Uma das mudanças mais relevantes é o aumento significativo no número de locais de aplicação das provas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que a oferta de locais será ampliada em aproximadamente 10 mil escolas. Essa expansão é uma tentativa de garantir que cerca de 80% dos alunos da rede pública possam realizar o exame nas próprias instituições de ensino, facilitando o acesso e a participação.
O MEC também está considerando estratégias de apoio para o deslocamento de estudantes que precisarem ir a outras cidades para participar do exame, visando garantir que todos tenham a oportunidade de ser avaliados de forma justa e abrangente.
Com essas inovações, a expectativa do ministério é que, pelo menos, 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026. Essa iniciativa não apenas visa aumentar a participação, mas também assegurar que o exame continue a ser um elemento central na avaliação da qualidade da educação básica no Brasil, refletindo as mudanças necessárias para uma educação mais inclusiva e acessível para todos os jovens do país.
