Ao todo, 18 equipes estarão competindo, com 16 delas participando de eventos programados até dezembro deste ano e as duas últimas previstas para 2027. As atividades começam amanhã e seguem até quinta-feira, e as fases finais estão agendadas para o período de 22 a 25 de fevereiro do ano seguinte.
A Jornada de Foguetes é mais do que apenas uma competição. Como destacado pelo professor e astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador da Obafog, os alunos têm a oportunidade de lançar seus foguetes e podem ser premiados com troféus para campeões, vice-campeões e menções honrosas. O foco vai além da competição; a proposta é que os estudantes aprendam sobre a construção de diferentes tipos de foguetes, além de desenvolver habilidades de comunicação ao apresentarem suas criações.
Esse evento fortalece o aprendizado dos conteúdos abordados nas salas de aula, promovendo a colaboração entre os alunos e tornando o ensino mais dinâmico e envolvente. Durante a jornada, os participantes participarão de oficinas, onde aprenderão a construir e lançar novos tipos de foguetes. Um dos foguetes é eletrônico e possui um paraquedas que se abre durante a descida. Além disso, palestras ministradas por equipes universitárias que trabalham com foguetes de grande porte também farão parte da programação.
Os alunos do ensino médio utilizarão uma mistura de vinagre e bicarbonato de sódio em seus lançamentos, integrando química ao aprendizado. Já as turmas do sexto ao nono ano usarão água e ar comprimido, em um processo mais simples, porém educativo.
A abertura oficial da jornada está agendada para hoje à noite, onde os participantes começarão a experimentar com foguetes mais complexos, incluindo componentes eletrônicos e sistemas de paraquedas. As atividades diárias ocorrerão das 8h às 22h, com horários reduzidos às quintas-feiras, quando as equipes vencedoras terão a oportunidade de receber suas premiações.
Ressaltando a proposta lúdica e prática do evento, o professor Canalle enfatiza que a jornada visa ensinar ciência, astronomia e astronáutica de forma divertida, permitindo que alunos e professores observem o céu noturno e assistam a sessões no planetário enquanto também acompanham os lançamentos dos foguetes.
A realização deste importante evento é uma colaboração entre a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB), com o apoio de diversas instituições, entre elas o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).





