A escassez global de especialistas em cibersegurança atinge números alarmantes, com um déficit mundial que ultrapassa 4,8 milhões de profissionais, segundo dados da organização internacional ISC². No Brasil, a situação é igualmente preocupante, pressionando empresas e instituições públicas a investirem em formação técnica para proteger dados e infraestrutura digital.
Desde o seu lançamento em janeiro de 2024, o Hackers do Bem já certificou mais de 36 mil alunos, o que demonstra seu impacto significativo. Leandro Guimarães, diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), enfatiza a importância da iniciativa: “Estes profissionais são fundamentais para identificar vulnerabilidades e prevenir ataques, atuando com ética e responsabilidade”, destaca.
O programa não apenas se consolidou como uma referência nacional e internacional em capacitação em cibersegurança, mas também ampliou as oportunidades para jovens e profissionais que buscam se inserir no mercado de trabalho.
Apesar de um cenário predominantemente masculino, o Hackers do Bem tem atraído um público diversificado, incluindo mulheres que historicamente são sub-representadas na área. Patrícia Monfardini, de 52 anos, é um exemplo inspirador. Servidora pública em Contagem (MG), ela decidiu mudar de carreira e, após vencer dificuldades iniciais, hoje trabalha em Red Team e estuda Engenharia de Software.
Outros participantes, como Marcelo Goulart, de 60 anos, e Gabriel Matos, de 27, também encontraram no programa uma chance de recomeço e novas perspectivas profissionais, reforçando a ideia de que a cibersegurança é uma área acessível a todos, independentemente da idade ou formação anterior.
Diante da crescente ameaça de vazamentos de dados e fraudes financeiras, a formação de especialistas em cibersegurança se tornou uma prioridade na agenda do governo federal. Leandro Guimarães destaca que o objetivo é consolidar a cibersegurança como uma política pública permanente, capacitando profissionais para proteger sistemas críticos e assegurar a soberania tecnológica do país.
As inscrições estão abertas a uma ampla gama de interessados, sem exigência de pré-requisitos. Quem deseja se aperfeiçoar ou mudar de área pode participar, desde estudantes do ensino técnico até profissionais da TI. A formação inclui cursos desde o nivelamento até especializações e um estágio prático, proporcionando uma experiência completa no campo da cibersegurança.
Para saber mais e se inscrever, os interessados podem acessar o site oficial do programa.







