Durante a discussão, a professora e consultora em educação Débora Garofalo, reconhecida por sua contribuição à educação, enfatizou a necessidade de preparar os jovens para analisar criticamente o conteúdo que consomem na internet. Segundo Garofalo, a questão que deve prevalecer não é apenas sobre como educar neste ambiente digital, mas sim como formar cidadãos críticos, éticos e responsáveis que saibam lidar com a enorme quantidade de informações disponíveis.
Garofalo também mencionou as lacunas na formação dos professores, destacando a relevância de capacitá-los para o uso efetivo da tecnologia no ensino. Ela defendeu que é crucial começar essa preparação desde a universidade, adotando metodologias inovadoras e práticas. “Não se ensina aquilo que não se aprendeu”, completou.
Outro ponto destacado no debate foi o papel do Plano Nacional de Educação (PNE), que busca garantir que os avanços da cultura digital alcancem todas as escolas do Brasil, que possui mais de cinco mil redes municipais de ensino. Zara Figueiredo Tripodi, titular da Secretaria de Educação Continuada, enfatizou a necessidade de respeitar a diversidade entre os grupos, garantindo que os fundamentos digitais sejam acessíveis a todos, independentemente da localização ou contexto cultural do aluno.
A questão da inclusão de temas sociais nas diretrizes de materiais digitais também foi abordada, com Tripodi ressaltando a importância de abordar questões como racismo, misoginia e LGBTfobia nas novas plataformas de aprendizagem. Murilo Nogueira, da Fundação Bradesco, participou da discussão reforçando que a tecnologia, por si só, não transforma a educação. Ele ressaltou que o papel dos professores é fundamental para guiar os alunos no uso da tecnologia de formas que promovam seu crescimento.
Finalizando o painel, a mediadora Poliana Abritta, conhecida por seu trabalho no “Fantástico”, trouxe para a discussão a perspectiva da atriz Débora Lamm, que, ao interpretar uma professora, foi desafiada a reavaliar sua visão sobre a educação digital ao longo do debate. Essa reflexão coletiva revela que a educação formal ainda possui um papel insubstituível, mesmo em tempos de transformação digital, reafirmando a necessidade de um equilíbrio entre tecnologia e a presença educacional humana.





