EDUCAÇÃO – Estudantes fazem protesto em São Paulo por melhorias na educação e são despejados pela PM, que usou spray de pimenta. Violência gera indignação.

Em um ato desafiador contra as políticas educacionais do governo paulista, um grupo de estudantes tomou a sede da Secretaria Estadual da Educação, localizada na Praça da República, no centro de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (25). A manifestação, que atraiu a atenção da Polícia Militar, culminou em uma ação de desocupação durante a madrugada, onde os agentes utilizaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes.

A ocupação foi promovida pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), com o suporte de outras entidades como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, a presidente da UPES, Julia Monteiro, declarou: “Estamos aqui hoje ocupando a secretaria e lutando por melhores condições de ensino”. Ela enfatizou a violência e a brutalidade da operação policial, destacando a necessidade de um debate mais respeitoso sobre educação.

Os estudantes, que exigem melhorias significativas na educação pública, estão preocupados principalmente com a redução do orçamento para o setor, que, segundo eles, representou uma retirada aproximada de R$ 11,3 bilhões desde 2024. Além disso, pedem a cancelamento das escolas cívico-militares, um projeto controverso do governo que está sendo discutido judicialmente.

A mobilização também aborda questões como a digitalização do ensino e a necessidade de retomada das aulas no período noturno, buscando uma reorganização escolar que respeite as particularidades de cada comunidade. Na ocasião, os estudantes tentaram, sem sucesso, marcar uma reunião com o secretário de Educação, Renato Feder.

A Polícia Militar, em nota, informou que a operação foi desencadeada após receber um chamado sobre a invasão de um prédio público, ressaltando que foram feitas tentativas de negociação antes da ação de desocupação, que resultou na condução dos manifestantes ao 2º Distrito Policial, onde foram ouvidos e liberados sem feridos.

Em contrapartida, a Secretaria da Educação se manifestou, afirmando seu compromisso com o diálogo e reafirmou que uma reunião já estava agendada com os representantes da UPES, que foi cancelada por solicitação dos próprios estudantes. A secretaria também destacou que as escolas cívico-militares compõem apenas uma pequena fração da rede estadual e que uma quantidade recorde de investimento em infraestrutura está sendo realizada no setor educacional, alcançando R$ 3,1 bilhões para obras nos próximos anos.

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