Desde o dia 15 de março, os estudantes estão em greve como forma de contestar os cortes no programa de bolsas, a escassez de vagas para moradia e a falta de acesso à água potável nas dependências da universidade. Pelo menos 120 cursos em cinco dos dez campi da USP decidiram aderir a essa greve, mostrando a força e a união dos alunos em torno da causa. Além dos estudantes, os funcionários da universidade também se uniram ao movimento, paralisando suas atividades devido ao descontentamento com as perdas salariais, políticas de terceirização e a deterioração nas condições de atendimento nos restaurantes universitários. A precariedade das condições sanitárias é também um ponto de grande preocupação.
A coordenação do DCE, representada por Júlia Urioste, estudante de Artes Cênicas, expressou que a universidade alegou falta de recursos financeiros, uma justificativa que gerou descontentamento também entre os funcionários. “A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis, e precisamos de investimento para permanência estudantil”, ressaltou Urioste, enfatizando a urgência de um diálogo mais eficaz com a reitoria.
Os estudantes exigem a criação de uma mesa de negociações com a administração da universidade. Uma nova mobilização está programada para ocorrer nesta sexta-feira, 24 de março, no campus Butantã, com protestos agendados em frente à reitoria, em uma ação que visa reforçar a luta por melhorias essenciais para a comunidade acadêmica.
