EDUCAÇÃO – “Educação Profissional e Tecnológica: 22 Estados Devem Criar 600 Mil Novas Vagas Até 2026 com Programa do MEC”

Os 22 estados que fazem parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) terão a responsabilidade de expandir drasticamente a oferta de educação profissional e tecnológica (EPT) em nível médio. Até o final de 2026, o objetivo é que essas unidades federativas criem 600 mil novas matrículas nessa modalidade de ensino, como estipulado em recente portaria do Ministério da Educação (MEC).

Este movimento não apenas busca aumentar o número de alunos nas salas de aula, mas reflete uma estratégia mais ampla para valorizar a educação profissional no Brasil. O programa “Juros por Educação”, que integra o Propag, oferece aos estados e ao Distrito Federal a possibilidade de renegociar suas dívidas com a União. Com essa trincheira financeira, os estados podem obter descontos nos juros e parcelar suas dívidas em prazos que podem chegar a até 30 anos, incluindo condições favoráveis nos primeiros cinco anos de pagamento.

Essa manobra facilita a liberação de recursos que são essenciais para a expansão das vagas na EPT, além de melhorar a infraestrutura das instituições educacionais. A ideia é não apenas evitar a evasão escolar, mas também proporcionar uma formação contínua para os profissionais da educação e facilitar a conexão entre a educação e o mercado de trabalho.

As metas de matrículas estão alinhadas com o Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, que define diretrizes para as políticas educacionais no país por uma década. Os dados para essa contabilização se baseiam no último censo demográfico do IBGE, levando em conta não apenas as metas nacionais, mas também os déficits e volumes específicos de matrículas em cada estado.

Os estados poderão oferecer cursos técnicos sob várias modalidades, incluindo a educação de jovens e adultos (EJA). Isso é crucial, pois a EJA permite que aqueles que não conseguiram concluir seus estudos na idade apropriada tenham uma nova oportunidade para se qualificar. Além das opções simultâneas e subsequentes ao ensino médio, é fundamental que as diretrizes curriculares nacionais sejam respeitadas.

O acompanhamento da implementação dessas metas será feito pelo MEC, que ainda garantirá que apenas as matrículas registradas nas redes de ensino estadual, ou por meio de parcerias adequadas, sejam contabilizadas. Avaliações periódicas sobre os resultados do programa deverão ser divulgadas, assegurando transparência e responsabilidade no processo. Essa iniciativa representa um passo significativo para fortalecer a educação profissional no Brasil, tornando-a mais acessível e alinhada com as necessidades do mercado de trabalho.

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