Durante a abordagem, a PM alegou ter utilizado equipamentos como bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, e o DCE denunciou o uso de força excessiva, alegando que esses métodos resultaram em ferimentos entre os manifestantes. Quatro pessoas foram detidas e levadas ao 7º Distrito Policial, onde registros foram feitos por danos ao patrimônio público e desordem, sendo liberadas após a qualificação.
Após a desocupação, uma vistoria feita pelas autoridades identificou danos significativos ao patrimônio da universidade, incluindo a destruição de um portão de acesso, portas de vidro quebradas e danificações em móveis e equipamentos. Além disso, foram apreendidos itens considerados perigosos, como facas e bastões, e substâncias entorpecentes no local.
Os estudantes protestavam por demandas relacionadas ao Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, além de melhorias nas moradias e nos restaurantes universitários, conhecidos popularmente como bandejões. Em resposta aos acontecimentos, a USP lamentou a forma como a desocupação foi conduzida, ressaltando que não tinha sido informada previamente sobre a ação policial, reforçando sua disposição ao diálogo com o movimento estudantil, que, segundo a instituição, enfrentou limitações nas negociações.
A universidade frisou que houve avanços em várias pautas apresentadas pelos estudantes, e se mostrou aberta a reiniciar conversações visando um desfecho pacífico para a situação, defendendo a manutenção do direito de livre circulação nos ambientes da instituição. A continuidade do policiamento na área foi destacada pela PM como uma medida necessária para garantir a ordem pública e a segurança patrimonial.





