Os fatores que contribuem para essa realidade são múltiplos e complexos, incluindo crescimento populacional, crises políticas e financeiras e cortes nos orçamentos destinados à educação. A Unesco destaca que a juventude afetada por conflitos pode ser subestimada em pelo menos 13 milhões, caso se considerem dados adicionais de fontes humanitárias.
O relatório também marca o início da série “Contagem Regressiva para 2030”, que se propõe a examinar o progresso em relação a diferentes indicadores: acesso e equidade, qualidade e aprendizado, e relevância da educação. Em termos de matrículas, um total de 1,4 bilhão de estudantes estavam matriculados em 2024, com um crescimento notável em setores como a pré-escola e ensino superior.
Entretanto, as taxas de permanência dos alunos nas escolas têm visto um ritmo de avanço desacelerado, especialmente na região da África Subsaariana e no Oriente Médio, onde conflitos e crises corroboram um cenário desolador. Em contraste, alguns países, como Madagascar e Togo, demonstraram avanços significativos na redução da evasão escolar.
O relatório também revela um aumento nas taxas de conclusão, especialmente no ensino primário e fundamental, mas ainda há um longo caminho a percorrer: com a taxa de expansão atual, a meta de 95% de conclusão do ensino médio só seria atingida em 2105. Além disso, a disparidade de gênero e a inclusão educacional têm mostrado progressos, mas não sem obstáculos.
A Unesco conclui que a eficiência na formulação de políticas educacionais deve ser aprimorada e que é vital utilizar dados disponíveis para um monitoramento eficaz. As recomendações incluem a importância de se levar em conta contextos locais ao adaptar práticas internacionais e a necessidade de um foco constante na equidade educacional.






