Esse desempenho é uma forte indicação do êxito das políticas públicas implementadas pelo Ministério da Educação (MEC) para ampliar o acesso à educação superior, especialmente para grupos historicamente excluídos. Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de estudantes ingressaram em instituições federais por meio dessas iniciativas. No ano de 2024, o número de novos alunos favorecidos pelas cotas alcançou 133.078, com a maior parte das matrículas ocorrendo em universidades, totalizando 110.196 alunos.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm sido fundamentais nesse processo. Desde a implementação dessas políticas, cerca de 2 milhões de estudantes cotistas conseguiram a oportunidade de cursar a graduação. A Lei de Cotas, introduzida para garantir o acesso de minorias, tem sido um pilar para que mais de 790,1 mil estudantes entrem em universidades públicas.
O Prouni, que começou suas atividades em 2005, já apoiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e portadores de deficiência até o ano passado. Em 2024, o Fies também passou a reservar vagas para estudantes de grupos historicamente marginalizados, oferecendo 29,6 mil oportunidades para cotistas que se autoidentificam como pretos, pardos, indígenas ou quilombolas.
A Lei de Cotas foi recentemente aprimorada e agora inclui cotas específicas para quilombolas, além de melhorar as condições socioeconômicas para os que buscam acesso à educação, reduzindo o requisito de renda mínima per capita. As novas regras também preservam a exigência de que os candidatos às cotas tenham cursado os três anos do ensino médio em escolas públicas, o que reafirma o compromisso com a diversidade e inclusão.
Ao incluir também escolas comunitárias que atuam na educação do campo, a legislação busca refletir a diversidade presente nas redes de ensino básico, garantindo que mais vozes sejam ouvidas e oportunidades sejam ampliadas nas instituições de ensino superior. Esses avanços não só valorizam a educação pública, mas também promovem mudanças estruturais significativas que, ao longo do tempo, têm o potencial de transformar a composição das universidades brasileiras.
