EDUCAÇÃO – Cai para metade número de escolas públicas sem acesso à água, mas 75 mil alunos ainda enfrentam essa falta essencial à educação.

O acesso à água potável nas escolas públicas enfrenta desafios significativos, apesar de uma queda notável no número de instituições sem esse recurso essencial. Entre 2024 e 2025, o índice de escolas públicas ativas sem acesso à água foi reduzido pela metade, de acordo com dados recentes. Porém, ainda existem 1.203 escolas em todo o Brasil onde cerca de 75 mil alunos continuam sem a garantia desse direito fundamental.

Com a proximidade do Dia Mundial da Água, que acontece no próximo domingo (22), a situação se torna ainda mais preocupante. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) enfatiza a necessidade de apoio institucional para resolver essa questão. O impacto da falta de água afeta não apenas a higiene e a saúde dos alunos, mas também a qualidade da merenda escolar e aspectos cruciais como a dignidade menstrual, essenciais para um aprendizado eficaz.

A realidade é particularmente alarmante nas áreas rurais, onde 96% das escolas sem abastecimento de água estão localizadas. Rodrigo Resende, oficial de Água, Saneamento e Higiene do Unicef no Brasil, observa que esta é uma lacuna histórica que revela os desafios enfrentados na implementação de políticas públicas em diversas regiões, especialmente na Amazônia e no Semiárido. Ele defende um esforço coletivo entre diferentes esferas de governo e instituições para conseguir melhorar esses índices, enfatizando a importância de aumentar os investimentos e fortalecer a capacitação de técnicos e líderes locais.

As disparidades sociais e raciais são evidentes no acesso à água nas escolas. Alunos negros são a maioria entre os que continuam sem água, e uma parcela significativa é composta por crianças e adolescentes indígenas. Além disso, a falta de água impacta diretamente as meninas, que enfrentam grandes dificuldades durante o período menstrual. Essas alunas, muitas vezes, são forçadas a deixar a escola em busca de instalações adequadas, o que prejudica seu aprendizado e as torna vulneráveis a situações de violência.

A falta de água não apenas compromete a saúde e a higiene dos alunos, mas também impacta a preparação da alimentação servida nas escolas, um problema reconhecido pelo Unicef como crucial para garantir o bem-estar de crianças e adolescentes. Em resposta, a organização tem promovido iniciativas como a instalação de sistemas de abastecimento de água que utilizam energia solar, especialmente no Amazonas e em áreas indígenas de Roraima.

Com a necessidade urgente de ações eficazes, o Unicef continua a atuar junto a gestores para fortalecer políticas públicas que assegurem o direito à água, vital para o futuro das crianças e a qualidade educacional em todo o país.

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