A análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a pandemia da Covid-19 teve um impacto significativo nesse retrocesso, com a garantia de acesso à escola sendo comprometida mesmo mais de dois anos após os primeiros casos da doença no Brasil. Além disso, as regiões Norte e Nordeste do país concentraram as maiores reduções na frequência escolar das crianças de 4 a 5 anos, o que ressalta a desigualdade regional no acesso à educação.
Outro dado preocupante é a queda na frequência escolar na etapa adequada das crianças de 6 anos, cujo percentual caiu de 81,8% em 2019 para 69% em 2022. Além disso, a proporção de crianças consideradas alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental recuou dos 60,3% em 2019 para 43,6% em 2021, o que evidencia um retrocesso na qualidade do ensino.
A pesquisa também revelou que a proporção de brasileiros com 25 a 64 anos de idade que não concluíram a educação básica obrigatória é mais que o dobro da média de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontando para desafios estruturais no sistema educacional brasileiro.
Diante desse cenário, é fundamental que medidas sejam tomadas para reverter essa situação e garantir o acesso e a qualidade da educação infantil no Brasil. É necessário um esforço conjunto do governo, instituições educacionais e sociedade civil para enfrentar esses desafios e assegurar um futuro mais promissor para as crianças do país.
