EDUCAÇÃO – Brasil alcança a menor taxa de analfabetismo da história, diz ministro da Educação; avanço resulta em queda da evasão e reprovação escolar.

Em uma notável conquista para a educação brasileira, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou, nesta quarta-feira (24), em Fortaleza, a redução da taxa de analfabetismo na população adulta (acima de 15 anos) para seu menor índice histórico. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou 8,4 milhões de não alfabetizados, representando apenas 4,9% da população, a cifra mais baixa desde o início da série histórica em 2016.

O ministro destacou que, conforme parâmetros da UNESCO, a redução do analfabetismo indica uma mudança significativa na estrutura educacional do Brasil, com a afirmação de que, pela primeira vez, o problema não é mais estrutural. Barchini enfatizou a importância desse marco, declarando que “nós passamos 526 anos perseguindo esse número”. O anúncio foi feito durante um evento que contou com a presença do ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana, além do governador Elmano de Freitas.

Barchini atribuiu o sucesso aos esforços em políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que desde 2023 visam recompor o número de matrículas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em 2022, o país registrou um aumento de 40 mil matrículas em comparação aos anos anteriores, e esse crescimento começou a refletir na diminuição da taxa de analfabetismo.

Além disso, o ministro apresentou três indicadores que também mostraram melhorias significativas na educação. O abandono escolar caiu em 61% desde 2022; a reprovação escolar foi reduzida em 62%; e a distorção idade-série diminuiu em 28%. “É a primeira vez que temos esses três dados positivos simultaneamente, sem comprometer a qualidade da educação”, destacou.

Barchini também enfatizou uma série de medidas implementadas a partir de 2023, como a expansão de escolas em tempo integral, a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas e um aumento significativo nos recursos do Fundeb, que superou R$ 40 bilhões. Ele acredita que essas ações culminaram no aumento do investimento em educação e na melhoria dos resultados obtidos.

Por fim, o ministro chamou a atenção para o programa Pé-de-Meia, voltado para estudantes do ensino médio, que oferece incentivos financeiros e tem contribuído para aumentar a frequência escolar e a atenção dos jovens nas aulas. Essa combinação de iniciativas reflete o compromisso do governo em avançar na erradicação do analfabetismo e melhorar a qualidade da educação no Brasil.

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