O ministro destacou que, conforme parâmetros da UNESCO, a redução do analfabetismo indica uma mudança significativa na estrutura educacional do Brasil, com a afirmação de que, pela primeira vez, o problema não é mais estrutural. Barchini enfatizou a importância desse marco, declarando que “nós passamos 526 anos perseguindo esse número”. O anúncio foi feito durante um evento que contou com a presença do ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana, além do governador Elmano de Freitas.
Barchini atribuiu o sucesso aos esforços em políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que desde 2023 visam recompor o número de matrículas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em 2022, o país registrou um aumento de 40 mil matrículas em comparação aos anos anteriores, e esse crescimento começou a refletir na diminuição da taxa de analfabetismo.
Além disso, o ministro apresentou três indicadores que também mostraram melhorias significativas na educação. O abandono escolar caiu em 61% desde 2022; a reprovação escolar foi reduzida em 62%; e a distorção idade-série diminuiu em 28%. “É a primeira vez que temos esses três dados positivos simultaneamente, sem comprometer a qualidade da educação”, destacou.
Barchini também enfatizou uma série de medidas implementadas a partir de 2023, como a expansão de escolas em tempo integral, a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas e um aumento significativo nos recursos do Fundeb, que superou R$ 40 bilhões. Ele acredita que essas ações culminaram no aumento do investimento em educação e na melhoria dos resultados obtidos.
Por fim, o ministro chamou a atenção para o programa Pé-de-Meia, voltado para estudantes do ensino médio, que oferece incentivos financeiros e tem contribuído para aumentar a frequência escolar e a atenção dos jovens nas aulas. Essa combinação de iniciativas reflete o compromisso do governo em avançar na erradicação do analfabetismo e melhorar a qualidade da educação no Brasil.



