O estudo, desenvolvido pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com a Quantis, considera em situação de vulnerabilidade as crianças de famílias em situação de pobreza, famílias monoparentais, famílias com cuidador ativo economicamente, e famílias com crianças com deficiência. Os dados alarmantes revelam que 71,1% das crianças em situação de pobreza não frequentam a creche, enquanto 48,9% dos filhos de mães ou cuidadores economicamente ativos também estão fora.
A gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Karina Fasson, expressa preocupação com a situação, destacando as desigualdades no país. Além disso, a pesquisa aponta que a falta de vagas, a distância das unidades e a escolha dos responsáveis são os principais motivos para a não matrícula das crianças em creches.
No cenário dos estados e capitais, Roraima apresenta o maior percentual de crianças em situação de pobreza fora das creches, enquanto São Paulo se destaca pelo maior atendimento. A expansão de vagas de qualidade, em parceria com os municípios e órgãos governamentais, é apontada como fundamental para garantir o direito à educação infantil.
A primeira infância é crucial para o desenvolvimento humano, com impacto direto nas conexões cerebrais das crianças. O acesso à educação infantil de qualidade é essencial para garantir aprendizagem saudável e adequado desenvolvimento. No Brasil, a oferta de creches é obrigação do poder público, e a ampliação das vagas, em conformidade com o Plano Nacional de Educação, é fundamental para garantir acesso universal à educação infantil.





