EDUCAÇÃO – Apenas 43% das crianças em situação de vulnerabilidade social têm acesso a creches no Brasil, revela pesquisa. Menos da metade!

No Brasil, a educação infantil enfrenta desafios para garantir o acesso de todas as crianças em situação de vulnerabilidade social às creches. De acordo com o Índice de Necessidade de Creche Estados e Capitais (INC), apenas 43% das 4,5 milhões de crianças de 0 a 3 anos em grupos vulneráveis têm acesso a esse serviço, deixando cerca de 2,6 milhões fora da educação infantil.

O estudo, desenvolvido pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com a Quantis, considera em situação de vulnerabilidade as crianças de famílias em situação de pobreza, famílias monoparentais, famílias com cuidador ativo economicamente, e famílias com crianças com deficiência. Os dados alarmantes revelam que 71,1% das crianças em situação de pobreza não frequentam a creche, enquanto 48,9% dos filhos de mães ou cuidadores economicamente ativos também estão fora.

A gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Karina Fasson, expressa preocupação com a situação, destacando as desigualdades no país. Além disso, a pesquisa aponta que a falta de vagas, a distância das unidades e a escolha dos responsáveis são os principais motivos para a não matrícula das crianças em creches.

No cenário dos estados e capitais, Roraima apresenta o maior percentual de crianças em situação de pobreza fora das creches, enquanto São Paulo se destaca pelo maior atendimento. A expansão de vagas de qualidade, em parceria com os municípios e órgãos governamentais, é apontada como fundamental para garantir o direito à educação infantil.

A primeira infância é crucial para o desenvolvimento humano, com impacto direto nas conexões cerebrais das crianças. O acesso à educação infantil de qualidade é essencial para garantir aprendizagem saudável e adequado desenvolvimento. No Brasil, a oferta de creches é obrigação do poder público, e a ampliação das vagas, em conformidade com o Plano Nacional de Educação, é fundamental para garantir acesso universal à educação infantil.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo