“Sou pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro”, afirmou Paes após a primeira reunião de seu secretariado no ano, que pode ser uma das últimas antes de sua saída da prefeitura. Para viabilizar sua candidatura, o prefeito precisa se desincompatibilizar do cargo até 4 de abril, que é o prazo de seis meses antes da eleição. A expectativa é que ele transfira o comando da prefeitura ao vice, Eduardo Cavaliere, dia 20 de março.
Em sua jornada rumo ao governo estadual, Paes está intensificando o diálogo com prefeitos e líderes partidários em um esforço para ampliar sua influência além da capital fluminense, um desafio crucial para sua campanha. Nesse contexto, Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu pelo PP, surge como um forte candidato a compor a chapa como vice.
Um aspecto estratégico a ser considerado na disputa é que, ao contrário de estados como São Paulo e Minas Gerais, onde o eleitorado é mais diversificado, mais de 70% dos eleitores do Rio de Janeiro estão localizados na Região Metropolitana. Isso torna a Baixada Fluminense e municípios vizinhos, como São Gonçalo, áreas estratégicas para o sucesso de sua candidatura.
Além das questões locais, a relação entre a eleição estadual e a campanha presidencial também merece atenção. Apesar da proximidade política, Paes e Lula enfrentaram um período de distanciamento nas últimas semanas. Recentemente, a dupla se reuniu para tratar dessa situação, especialmente em um momento em que Lula enfrenta uma avaliação negativa entre os eleitores cariocas. Paes se comprometeu a apoiar o presidente, mas deixou claro que sua campanha terá um enfoque decididamente regional. “Minha decisão é de apoiar a candidatura do presidente Lula, nunca tive dúvida disso”, afirmou, ressaltando a importância de abordar as questões específicas do Rio durante sua campanha.
Atualmente em seu quarto mandato, Paes se consolidou como o prefeito mais longevo da história da cidade, superando Cesar Maia. Seu vice, Eduardo Cavaliere, de apenas 31 anos, se prepara para se tornar o mais jovem a assumir a prefeitura do Rio, um posto na segunda capital mais populosa do Brasil. A cena política do estado se prepara para um novo capítulo, enquanto Paes inicia sua caminhada em direção à disputa pelo governo.
